Nada me revolta mais do que a injustiça. Nada, mesmo nada! Rendo-me, desisto, vou para Cuba, enquanto o Fidel é vivo para ficar com um souvenir ou para a ilha do Gulliver ou para a Sibéria ou para a Terra do Fogo. Pr'o meio dos pinguins. Quero lá saber.
Hoje deve ser daqueles dias em que de manhã, já percebi que não devo sair de casa à noite.
terça-feira, julho 03, 2007
segunda-feira, julho 02, 2007
Contradições
Gosto do nosso doce namoro. Gosto quando me afagas e sentes que me deixas água na boca. Sei que mentes e me enganas todos os dias, mas finjo e deixo-me embalar pela tua paixão, numa volúpia que me transporta para lá das nossas serras. Ignoro de que são feitos os fios com que me prendeste e não quero ouvir o restolhar desta ilusão. Fazes-me falta.
Um dia no hospital
Domingo. 10h30. Um familiar meu sente-se mal e levo-o à urgência de S. José. É um doente oncológico, com um quadro clínico de infecção urinária grave.
Explico isso na admissão de doentes, manifestamente sobrelotada, na maioria dos casos ainda com reminisciências da noite de sábado.
11h. Chamada para a Triagem. Confirmado o pré-diagnostico que tinha apresentado e doente encaminhado para cirurgia.
11h15 Chamada para a Consulta. Médico atencioso e cuidadoso, percebe a gravidade do problema, prescreve análises de sangue e urina para confirmar o grau da infecção. Teríamos de esperar hora se meia pelo resultado. À uma da tarde estaríamos despachados.
Aguardamos na sala de espera, onde se acumula toda a espécie de doentes: velhinhos sem companhia, bêbados em ressaca, indisposições, entre outros. Uma pequena divisão para as crianças, vazia de brinquedos e, felizmente, de meninos, confere um ambiente de non sense a todo o espaço, onde uma televisão vai debitando programas de entretenimento.
Temos fome. Na máquina de comida rápida, as sandes e os bolos tem um aspecto de provocar uma gastrite a quem olhar para elas. Optámos por um chocolate embalado.
13h Como não houve qualquer contacto, vou ao gabinete de urgência e apercebo-me que o meu familiar tem apenas uma pessoa à sua frente.
14h Não há chamadas para aquele gabinete há mais de uma hora. Insisto com a funcionária do gabinete de apoio ao doente para me informar sobre o que se passa.
14h10 A funcionária volta do gabinete médico e diz-me que as chamadas estão um pouco atrasadas porque os médicos foram almoçar.
15h Recomeçam as chamadas para o gabinete de cirurgia.
15h30h O meu familiar é chamado. Médico pede repetição urgente de um tipo de análise.
16.15h O meu familiar é de novo chamado à consulta e recebe ordem de internamento imediato devido a uma infecção urinária muito grave, com possível falência de um rim.
16h45 Abandono finalmente o hospital.
Por mais vezes que seja confrontada com o sistema nacional de saúde, acho que nunca vou aceitar esta forma de funcionamento. E não me digam que é o sistema, porque o sistema é feito por pessoas. Custava muito ao médico (por exemplo) informar os doentes em espera da hora prevísivel de atendimento, tendo em conta o seu necessário almoço? É que quem está fragilizado, mais fragilizado fica por se encontrar num ambiente hospitalar, sem conforto, sem informação e sem comida. Não é admissível que os hospitais continuem a funcionar como depósitos administrativos de tratamento de doenças. Basta! É preciso outra lógica nos cuidados de saúde, sejam eles urgentes ou não.
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saúde
sábado, junho 30, 2007
Teias de sangue frio

Não gosto de répteis e de aranhas. Não é só pelo veneno é mesmo pela personalidade. Trocam de pele, têm um olhar incisivo e calculista, metem-se nos lugares mais recôndidos e atacam inesperadamente de forma cobarde, apanhando de surpresa as suas incautas vítimas. Quando acossados, dispararam o seu veneno em todas as direcções, de forma mortal. Se falassem, seriam grosseiros e impiedosos. Acredito, no entanto, que sabem comunicar.
Com as aranhas o desagradável fica apenas um pouco mais lento, mas acho que o que não gosto mesmo é das teias que vão tecendo por todo o lado, procurando capturar novas presas para devorar de mansinho. Tecer teias, apercebo-me agora, dá uma bela expressão literária.
Uns e outros vivem do encantamento mágico que produzem nas vítimas, deixando-as tão paralisadas que deixam de ver.
Mesmo já tendo caído de dois cavalos (ninguém me mandou repetir a experiência) e de ter batido o recorde dos cem metros à frente de um bode ciumento, prefiro os animais de grande porte e, sobretudo, os de sangue verdadeiramente quente, como os cavalos, os bois, os mamutes e já agora em homenagem ao nosso querido ministro Mário Lino, porque não os dromedários.
Com as aranhas o desagradável fica apenas um pouco mais lento, mas acho que o que não gosto mesmo é das teias que vão tecendo por todo o lado, procurando capturar novas presas para devorar de mansinho. Tecer teias, apercebo-me agora, dá uma bela expressão literária.
Uns e outros vivem do encantamento mágico que produzem nas vítimas, deixando-as tão paralisadas que deixam de ver.
Mesmo já tendo caído de dois cavalos (ninguém me mandou repetir a experiência) e de ter batido o recorde dos cem metros à frente de um bode ciumento, prefiro os animais de grande porte e, sobretudo, os de sangue verdadeiramente quente, como os cavalos, os bois, os mamutes e já agora em homenagem ao nosso querido ministro Mário Lino, porque não os dromedários.
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O meu mundo
sexta-feira, junho 29, 2007
A primeira vez
Ontem, pela primeira vez (como é possível????), percorri por necessidade imperiosa o túnel do Marquês de Pombal. Como todas as primeiras vezes, foi inesquecível, mas nada de especial.
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Lisboa
De balde na mão...
A liderança do óscar "se não sei o que digo, porque não consigo ficar calado' está cada vez mais concorrida. Depois de Manuel Pinho, ministro da Economia, e de Mário Lino, das Obras Públicas, partilharem o protagonismo, lançou-se agora num folêgo súbito na corrida para a meta, o ministro da Saúde Correia de Campos, que ontem exonerou, por despacho, a directora do centro de saúde de Vieira do Minho por manifesta incapacidade em manter limpas e expurgadas de toda a mancha as paredes daquela nobre instalação do Estado.
quinta-feira, junho 28, 2007
Peça a peça
A paciência é uma virtude. Esperar, observar, analisar fazem parte do cenário. Mas, por norma, só tenho paciência quando a isso sou obrigada. Não gosto de esperar e tenho um conflito com o tempo. Depois, na prática, a curiosidade, talvez fruto de deformação profissional, vai-se impondo e peça a peça, devagarinho, vou construindo puzzles, tendo em atenção as peças que tenho à escolha e procurando perceber quais as outras que estão ali apenas para me confudir.Básica, uso sempre a mesma técnica: começo pela moldura e vou encaixando, isoladamente, pequenos conjuntos de peças, com os elementos essenciais da fotografia. Para complicar, há sempre quem passe pelo puzzle e me desloque, distraídamente, uma peça. Agora uma, depois outra, num processo tão continuado como súbtil de manipulação.
Mesmo irascível com a demora, sou incapaz de desistir a meio de qualquer coisa. Mas há dias, como hoje, em que a falta de paciência vem à tona e só me apetece sacudir com a eficácia do meu Tejo, porque a fotografia do puzzle já deixou de fazer sentido. Em dias assim, tenho de dar razão à Ninas e rever as minhas prioridades.
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O meu mundo
quarta-feira, junho 27, 2007
Trabalho mais moderno e sem direitos
A comissão do livro branco que está a estudar a revisão do Código do Trabalho, a pedido do governo, por acaso um governo de esquerda, apresentou propostas com o intuito de modernizar e adaptar ao século XXI as relações laborais. Daquilo que hoje li e ouvi recolhi estas impressões.
1. A jornada diária de trabalho deixa de ter um horário de oito horas. Haverá apenas que respeitar tectos horários semanais.
2. A entidade patronal pode reduzir os salários dos seus funcionários por razões objectivas, como as dificuldades económicas da empresa. Podem os trabalhadores ficar descansados porque essa situação só aconteceria com o seu acordo e com o aval da Inspecção de Trabalho. Ufa!
3. As remunerações complementares (diuturnidades, regimes de isenção de horários, exclusividade, entre outras) deixam de contar para o subsídio de férias. Na prática o subsídio de férias passa a ser igual ao salário base.
4. A hora de almoço passa a ser de meia-hora
5. A majoração do período de férias em três dias é anulada. Passa a haver apenas a compensação de um dia. O período anual de descanso é assim reduzido de 25 para 23 dias.
6. O empregador ganha legitimidade para despedir funcionários por inadaptação.
De repente apetecia-me dizer 'Volta Bagão, estás perdoado'. E nem consigo dizer mais nada, porque estupidifiquei.
1. A jornada diária de trabalho deixa de ter um horário de oito horas. Haverá apenas que respeitar tectos horários semanais.
2. A entidade patronal pode reduzir os salários dos seus funcionários por razões objectivas, como as dificuldades económicas da empresa. Podem os trabalhadores ficar descansados porque essa situação só aconteceria com o seu acordo e com o aval da Inspecção de Trabalho. Ufa!
3. As remunerações complementares (diuturnidades, regimes de isenção de horários, exclusividade, entre outras) deixam de contar para o subsídio de férias. Na prática o subsídio de férias passa a ser igual ao salário base.
4. A hora de almoço passa a ser de meia-hora
5. A majoração do período de férias em três dias é anulada. Passa a haver apenas a compensação de um dia. O período anual de descanso é assim reduzido de 25 para 23 dias.
6. O empregador ganha legitimidade para despedir funcionários por inadaptação.
De repente apetecia-me dizer 'Volta Bagão, estás perdoado'. E nem consigo dizer mais nada, porque estupidifiquei.
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trabalho
terça-feira, junho 26, 2007
Precisa-se governo para um candidato
Fernando Negrão protagonizou hoje o momento mais hilariante do dia, em entrevista ao RCP.
http://www.youtube.com/watch?v=-UoRlh4Z1mY
http://www.youtube.com/watch?v=-UoRlh4Z1mY
A mentira
Porque mentem as pessoas nas suas relações com os outros? Palavra que gostava de compreender. Um dia quem sabe.
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coisas incompreensíveis
segunda-feira, junho 25, 2007
Diz que é uma espécie de namoro (I)
Eles são dois políticos
a viver esperanças, a saber sorrir.
Ela tem cabelos louros,
ele poderá ter pelouros para repartir.
Numa ou outra ocasião
passaram mesmo à beira, mas sempre sem falar.
Trocaram olhares envergonhados
mas já eram namorados
sem ninguém suspeitar.
Foram juntos num outro dia, como por magia, almoçar em pé.
Ele lá lhe disse, a medo: 'O meu nome é Tó e o teu qual é?'
Ela corou um pouquinho e respondeu baixinho: 'Sou simplesmente a Maria'.
Quando a noite o envolveu, ele adormeceu e sonhou com a tia...
Então, bate, bate coração
Louco, louco de ilusão
A cidade sem ti não tem valor.
Juntos temos tempo p'ra aprender,
Vai dar jeito p'ra crescer
O nosso comum amor.
Maria do Chiado
avivaste memórias,
deixaste mistério
Já o puseste a andar na lua,
no meio da rua e a chover a sério.
Ela quando lá o viu, encharcado e frio, quase o abraçou.
E lá disse a medo: "Olha Tó, sou profissional, aceito o teu amor, mas pela cidade me dou"
E agora, na campanha, dão os seus passeios, fazem muitos planos.
Querem dividir a câmara, tal como uma prenda que se dá nos anos.
E, num desses momentos, grandes sentimentos falaram por si.
Ele pegou na mão dela: 'Sabes, Maria, eu sempre gostei de ti...'
Adaptado de Cinderela, Carlos Paião
a viver esperanças, a saber sorrir.
Ela tem cabelos louros,
ele poderá ter pelouros para repartir.
Numa ou outra ocasião
passaram mesmo à beira, mas sempre sem falar.
Trocaram olhares envergonhados
mas já eram namorados
sem ninguém suspeitar.
Foram juntos num outro dia, como por magia, almoçar em pé.
Ele lá lhe disse, a medo: 'O meu nome é Tó e o teu qual é?'
Ela corou um pouquinho e respondeu baixinho: 'Sou simplesmente a Maria'.
Quando a noite o envolveu, ele adormeceu e sonhou com a tia...
Então, bate, bate coração
Louco, louco de ilusão
A cidade sem ti não tem valor.
Juntos temos tempo p'ra aprender,
Vai dar jeito p'ra crescer
O nosso comum amor.
Maria do Chiado
avivaste memórias,
deixaste mistério
Já o puseste a andar na lua,
no meio da rua e a chover a sério.
Ela quando lá o viu, encharcado e frio, quase o abraçou.
E lá disse a medo: "Olha Tó, sou profissional, aceito o teu amor, mas pela cidade me dou"
E agora, na campanha, dão os seus passeios, fazem muitos planos.
Querem dividir a câmara, tal como uma prenda que se dá nos anos.
E, num desses momentos, grandes sentimentos falaram por si.
Ele pegou na mão dela: 'Sabes, Maria, eu sempre gostei de ti...'
Adaptado de Cinderela, Carlos Paião
domingo, junho 24, 2007
Muito porto, pouco rio...
Gostei de ouvir António Costa dizer que a cidade tinha de ter outra relação com o Porto de Lisboa. Que a administração portuária deveria ser soberana apenas no que ao porto diz respeito. Já tinha gostado de ouvir Santana Lopes dizer o mesmo, mas, se a memória não me falha, o pouco que a cidade conquistou à Administração do Porto de Lisboa resultou apenas da forte oposição dos cidadãos ao famigerado POZOR.
Nunca vi nenhum governo legislar eficazmente sobre a soberania territorial dos municípios, no que aos portos diz respeito (entre outras coisas). Mas vejo sempre todos os candidatos a presidente da câmra de Lisboa reconhecerem o exagero da extensão e da soberania portuária numa cidade que tem uma das suas vantagens territoriais justamente no seu imenso rio.
Fica bem a António Costa reivindicar menos porto e mais rio para Lisboa (sem nenhuma ironia com o presidente da câmara do Porto).
Nunca vi nenhum governo legislar eficazmente sobre a soberania territorial dos municípios, no que aos portos diz respeito (entre outras coisas). Mas vejo sempre todos os candidatos a presidente da câmra de Lisboa reconhecerem o exagero da extensão e da soberania portuária numa cidade que tem uma das suas vantagens territoriais justamente no seu imenso rio.
Fica bem a António Costa reivindicar menos porto e mais rio para Lisboa (sem nenhuma ironia com o presidente da câmara do Porto).
sexta-feira, junho 22, 2007
Os slogans e as ideias para Lisboa
Nestes dias de pré-campanha eleitoral para o próximo governo da cidade de Lisboa confesso-me extasiada com a criatividade e a originalidade que leio nos outdoors ou nos lemas dos candidatos. Ei-los:
António Costa: Unir Lisboa
Carmona Rodrigues: O meu partido é Lisboa
Fernando Negrão: Lisboa a sério
Garcia Pereira: Salvar Lisboa
Helena Roseta: Cidadãos por Lisboa
Manuel Monteiro: Lisboa é capital
Pedro Quartin Graça: Lisboa que te quero verde
Pinto Coelho: Lisboa cidade portuguesa
Rúben de Carvalho: Força Alternativa
Sá Fernandes: Lisboa é gente (O Zé faz falta)
Telmo Correia: Competência: a Equipa útil em Lisboa
Como as ideias são tantas para a vida da cidade, achei-me no direito de dar também o meu contributozinho.
Vamos unir o partido, a sério, para salvar os cidadãos desta capital que queremos verde, acreditando que é, de facto, a maior e melhor cidade portuguesa, com uma força alternativa composta por gente onde faz falta uma política útil.
António Costa: Unir Lisboa
Carmona Rodrigues: O meu partido é Lisboa
Fernando Negrão: Lisboa a sério
Garcia Pereira: Salvar Lisboa
Helena Roseta: Cidadãos por Lisboa
Manuel Monteiro: Lisboa é capital
Pedro Quartin Graça: Lisboa que te quero verde
Pinto Coelho: Lisboa cidade portuguesa
Rúben de Carvalho: Força Alternativa
Sá Fernandes: Lisboa é gente (O Zé faz falta)
Telmo Correia: Competência: a Equipa útil em Lisboa
Como as ideias são tantas para a vida da cidade, achei-me no direito de dar também o meu contributozinho.
Vamos unir o partido, a sério, para salvar os cidadãos desta capital que queremos verde, acreditando que é, de facto, a maior e melhor cidade portuguesa, com uma força alternativa composta por gente onde faz falta uma política útil.
Procura-se
Aqueles dias quentinhos (mas não excessivamente), com temperaturas a oscilar entre os 25º e os 30º, sem vento agreste, mais conhecidos por dias de Verão. Dão-se alvíssaras.
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O meu mundo
quinta-feira, junho 21, 2007
Quando o Sol beija a Terra
Quase que nem ia dando por isso, mas o Solestício de Verão começou hoje. Quando o Sol se detém mais tempo na Terra. É preciso aproveitar.
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O meu mundo
As máscaras e os olharapos
O Festival dos Oceanos regressa este ano ao Parque das Nações. De 18 de Julho a 12 de Agosto. E eu que gosto de teatro e máscaras fico contente com o regresso dos olharapos, esses seres fantásticos das profundezas marinhas do nosso imaginário, que conhecemos nos dias da Expo. Sempre gostei de teatro e de contextualizar as personagens em cima do palco. Da plateia, analiso a sua postura, percebo-lhes os gostos, investigo a atitude. Para as perceber e enquadrar na peça. Está na minha natureza.
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Lisboa,
O meu mundo
Lisboa, Porto e Setúbal são as piores cidades
Lisboa, Porto e Setúbal foram consideradas as piores cidades portuguesas para se viver e simultaneamente as mais inseguras, de acordo com um inquérito promovido pela DECO, junto de duas mil pessoas, das 18 cidades capitais de distrito do território continental e publicado hoje pelo DN.
Viseu, Viana do Castelo, Braga, Aveiro e Castelo Branco são, ao invés, as cidades onde mais apetece viver. O emprego, a segurança, o acesso a cuidados de saúde e a habitação foram as variáveis que determinaram a classificação final.
Guarda, Lisboa e Porto obtiveram os piores resultados quanto à mobilidade, sobretudo devido à dificuldade de estacionamento automóvel.
As redes de transportes de Castelo Branco e Setúbal tiveram os piores resultados, mas pelo preço e pela falta de conforto.
Segundo os residentes, a qualidade habitacional é melhor em Aveiro, Braga, Castelo Branco, Faro, Leiria e Santarém. Já as casas de Lisboa merecem referência pela negativa, principalmente pelos problemas de humidade.
A má resposta dos serviços municipais face às necessidades dos cidadãos é apontada com maior incidência em Lisboa, Leiria e Setúbal.
Refira-se ainda que no panorama internacional, (o inquérito foi feito em 76 cidades - incluindo as 18 portuguesas) Viseu foi a cidade nacional que obteve melhor classificação (17º lugar) e Setúbal a pior (74º).Na Europa, pior do que Setúbal só as italianas Nápoles e Palermo.
No âmbito europeu, Bragança destacou-se como a cidade com melhor qualidade ambiental e menos ruído e a Guarda como a cidade com ar mais puro.
Viseu, Viana do Castelo, Braga, Aveiro e Castelo Branco são, ao invés, as cidades onde mais apetece viver. O emprego, a segurança, o acesso a cuidados de saúde e a habitação foram as variáveis que determinaram a classificação final.
Guarda, Lisboa e Porto obtiveram os piores resultados quanto à mobilidade, sobretudo devido à dificuldade de estacionamento automóvel.
As redes de transportes de Castelo Branco e Setúbal tiveram os piores resultados, mas pelo preço e pela falta de conforto.
Segundo os residentes, a qualidade habitacional é melhor em Aveiro, Braga, Castelo Branco, Faro, Leiria e Santarém. Já as casas de Lisboa merecem referência pela negativa, principalmente pelos problemas de humidade.
A má resposta dos serviços municipais face às necessidades dos cidadãos é apontada com maior incidência em Lisboa, Leiria e Setúbal.
Refira-se ainda que no panorama internacional, (o inquérito foi feito em 76 cidades - incluindo as 18 portuguesas) Viseu foi a cidade nacional que obteve melhor classificação (17º lugar) e Setúbal a pior (74º).Na Europa, pior do que Setúbal só as italianas Nápoles e Palermo.
No âmbito europeu, Bragança destacou-se como a cidade com melhor qualidade ambiental e menos ruído e a Guarda como a cidade com ar mais puro.
Pela parte que me toca, que anseio por viver uma vida simples numa cidade média, eu viveria bem em Braga, Viana do Castelo, Covilhã, Guarda, Portalegre ou Beja.
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Cidades
quarta-feira, junho 20, 2007
A Caldeira Velha
Para o Pisca não se ficar a rir
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Açores
O incompreensível mundo dos outros
É cíclico. Tem dias em que não percebo o meu mundo, outras em que não percebo o mundo dos outros. São raros os dias em que percebo um e outro. Hoje, estou num daqueles dias em que não percebo o mundo dos outros. Mas sinto-o, com uma intensidade que não entendo. Nem compreendo a intensidade do que sinto, nem as razões da proximidade e da distância. E chegam-me, de todos os lados, ecos do munco dos outros que me inquietam e desassossegam. E não compreendo, mesmo nada.
É em dias assim que só me apetece fazer festas ao meu cão. O meu Tejo, de mim, só espera o meu regresso e a minha presença. Nada me exige, nada me pede e não me morde. E desculpa-me quando sou estupida com ele e o enxoto. Ele sabe, e eu sei, que o nosso amor é incondicional. e que preciso dele. Percebe mais ele, do que eu.
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coisas incompreensíveis
As minhas Flores sentidas

O concelho de Santa Cruz, um dos dois da ilha das Flores (com as Lages), não quer perder mais população. No meio do Atlântico, no gigante mar dos Açores, as Flores são o derradeiro pedaço de terra europeu a caminho da América. O mais ocidental. Pior, em matéria de isolamento, só mesmo a pequenota ilha do Corvo, ali ao lado mas menos setentrional. Agora, na tentativa, não de atrair, mas de manter mais gente, o governo regional e o município decidiram lançar um programa de habitação de custos controlados. E eu leio a pequena breve de hoje, perdida nas páginas do DN, e fico a pensar nas minhas memórias das Flores, um dos locais mais fascinantes por onde passei onde nas noites escuras de Verão se sente mais o peso do céu.É ali que vive o meu amigo Saúl, o padeiro das Flores, que, quis o acaso (será?), encontrei quando me arrastava pela Praça das Lajes, tentando digerir a sopa do Espírito Santo, que nunca tinha provado. Separados por quatro anos, eu e ele fazemos anos no mesmo dia. E soubemo-lo ali no meio do jardim das Lajes, debaixo do calor sufocante de Agosto. Um calor tão húmido como nunca vi igual. Ficámos amigos. E tenho a sorte de ser a mim que o Saul recorre quando o posso ajudar a entrecurtar a distância para a sua ilha. Telefonou-me há dias pedindo-me para orientar em Lisboa um familiar a quem foi diagnosticada uma doença grave. E eu fiquei grata por o poder ajudar. Também eu, preocupada, lhe telefono para o avisar do mau tempo. Fi-lo aquando da última ameaça de furacão e o Saúl riu-se. "É um ventinho. A gente já está habituada".
Lembrei-me ainda de termos trepado as falésias de Ponta Delgada (não confundir com a capital de S. Miguel), percurso de uma beleza infinita que termina naquele que deve ser o farol habitado mais isolado do Mundo.
Mesmo para quem faz das palavras a sua ferramenta de trabalho, não é fácil descrever as emoções, que sinto e senti, quando estive na ilha das Flores. Poderia falar de um dos mestres do porto que nos deu boleia de zebro para o Corvo, partilhando connosco um dos espectáculos mais intensos de proximidade com centenas de golfinhos que nos fizeram guarda de honra. Poderia falar do misto de claustrofobia e de fascínio, quando o mestre Zé deu meia volta ao zebro e entrou pelas grutas marítimas da ilha, mostrando-nos, ali, como a terra estava esventrada pela erosão do mar. Podia ainda falar da sensação de pequenez que então senti, muito diferente da decorrente do meu metro e meio de gente.
As minhas memórias das Flores passam pelos corredores de hortênsias, pela intensidade dos cheiros, do enxofre, do peixe fresco, das lapas. E passam ainda pelas palavras sentidas de Paulo Valadão, o único deputado regional comunista eleito pelas Flores, no rescaldo do acidente aéreo do ATP da Sata, na ilha de S. Jorge, em 25 de Novembro de 1999: "É uma tragédia imensa para uma ilha tão pequena". Emocionado, Valadão traduzia o sentir de uma população de dois mil residentes, perante a morte de 50 dos seus. E percebi tão bem o que ele queria dizer.
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Açores
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