
quarta-feira, agosto 15, 2007
A compota no ponto certo

As pequenas maçazinhas verdes tinham um aspecto delicioso. À primeira dentada, porém, mostraram bem a acidez da sua têmpera. Percebi logo porque motivo as lagartas não os tinham visitado e os pássaros não os tinham bicado.
Para grandes males, grandes remédios. Depois de duas horas a descascá-los e a cortá-los em lascas, coloquei-os aos lume. Para combater a acidez, optei por lhe juntar uns pêssegos melados. O resultado foi uma compota que de tão extraordinária até a mim me surpreendeu, por ignorar ser capaz de fazer coisas tão saborosas.
As próximas são as pêras, já saboreadas pelos pássaros o que auspicia sabores açucarados.
(Bem sei que ainda não estamos no Outono e fazer compotas agora parece um bocado fora de época, mas em compensação esteve a chover toda a santa manhã, portanto acho que ajudou à cozedura da fruta. Além disso consegui aromatizar a casa toda com o cheiro da compota).
Etiquetas:
O meu mundo
terça-feira, agosto 14, 2007
Vestir a camisola
Durante a década de 90, não havia organização que, face aos novos desafios dos mercados e à pressão da concorrência, não pedisse aos seus funcionários para vestirem a camisola da empresa. Fazia-se da união da energia positiva, forças para encarar todos os embates.
As dificuldades económicas sempre presente, visíveis ou invisíveis, e a necessidade de manutenção dos postos de trabalho eram os argumentos justificativos. E os melhores tempos que haviam de vir eram a cenoura à frente do nariz.
Nesse tempo e por muito tempo - tempo demais que levou muitos a deixarem de acreditar - o suor da camisola era o único consolo da esperança, ajudando a organização e mantendo o posto de trabalho, abdicando lentamente de direitos laborais e até sociais.
Acreditava-se que tínhamos a camisola vestida e um dia percebemos que a camisola perdera a cor.
As dificuldades económicas sempre presente, visíveis ou invisíveis, e a necessidade de manutenção dos postos de trabalho eram os argumentos justificativos. E os melhores tempos que haviam de vir eram a cenoura à frente do nariz.
Nesse tempo e por muito tempo - tempo demais que levou muitos a deixarem de acreditar - o suor da camisola era o único consolo da esperança, ajudando a organização e mantendo o posto de trabalho, abdicando lentamente de direitos laborais e até sociais.
Acreditava-se que tínhamos a camisola vestida e um dia percebemos que a camisola perdera a cor.
Etiquetas:
trabalho
Aceito o repto
Pronto! Lá estão as maravilhas mais maravilhosas da minha vida. Curiosidades satisfeitas?
As sete maravilhas
Correspondendo ao desafio das Partilhas Secretas, da Ninas, aqui ficam então as Sete Maravilhas da minha vida.
1 - A Paula, guardadora de esperanças e de sonhos, fiel companheira de todos os momentos
2 - O Daniel, comandante da maior revolução da minha vida
3 - Os meus. A família, os amigos, os conhecidos, responsáveis principais pela construção da pessoa que sou, que me privilegiam todos os dias pela sua presença na minha vida, independentemente do tempo e da distância.
4 - As mãos fortes e grandes do neurocirurgião Carlos Alegria
5 - Os meus bichos
6 - Os Açores
7 - A minha fé de conseguir, até ao fim dos meus dias, ver o copo sempre meio cheio
E o desafio, para que exponham as suas maravilhas sentidas, parte de mim para:
Cavaleiro Templário
O caminho fica longe
Flor de Lótus
Jardinando sem parar
Psicoarte
Pensamentos
Riso Cor de Tejo
(Compreendo perfeitamente as razões de quem não queira aderir e não fico nada aborrecida com isso).
1 - A Paula, guardadora de esperanças e de sonhos, fiel companheira de todos os momentos
2 - O Daniel, comandante da maior revolução da minha vida
3 - Os meus. A família, os amigos, os conhecidos, responsáveis principais pela construção da pessoa que sou, que me privilegiam todos os dias pela sua presença na minha vida, independentemente do tempo e da distância.
4 - As mãos fortes e grandes do neurocirurgião Carlos Alegria
5 - Os meus bichos
6 - Os Açores
7 - A minha fé de conseguir, até ao fim dos meus dias, ver o copo sempre meio cheio
E o desafio, para que exponham as suas maravilhas sentidas, parte de mim para:
Cavaleiro Templário
O caminho fica longe
Flor de Lótus
Jardinando sem parar
Psicoarte
Pensamentos
Riso Cor de Tejo
(Compreendo perfeitamente as razões de quem não queira aderir e não fico nada aborrecida com isso).
Etiquetas:
O meu mundo
Desafios
A Ninas, que é danada para a brincadeira, e que me honra com a sua presença na minha casa, desafiou-me a partilhar as sete maravilhas da minha vida. Confesso que a minha primeira reacção foi recusar. A minha fobia social, acentuada com o passar da idade, assim o ditava.
Ciosa do meu espaço individual, não aprecio este tipo de jogos. Reservo-me aos meus pensamentos e às minhas pessoas que, por escolha própria, têm a obrigação de me aturar.
Mas, por outro lado, a minha cortesia logo me lembrou que não bebera chá com um garfo, em pequenina, e, como tal, deveria aceitar tão simpático convite.
Vencida a fobia social pela cortesia, dei por mim a pensar na obrigação de seleccionar as minhas sete maravilhas. Primeiro, pensando: tenho lá agora sete maravilhas, quando muito duas ou três e já chegam. Depois, percebi que, afinal, já iam em dez assim de uma assentada e já sentia chegar nos confins da memória mais umas quantas. E agora estou para aqui às voltas com a necessidade de seleccionar apenas sete.
Não gosto de agradecer aos amigos, Ninas, mas agradeço-lhe sinceramente, nestes tempos difíceis que correm, ter-me posto a pensar.
Ciosa do meu espaço individual, não aprecio este tipo de jogos. Reservo-me aos meus pensamentos e às minhas pessoas que, por escolha própria, têm a obrigação de me aturar.
Mas, por outro lado, a minha cortesia logo me lembrou que não bebera chá com um garfo, em pequenina, e, como tal, deveria aceitar tão simpático convite.
Vencida a fobia social pela cortesia, dei por mim a pensar na obrigação de seleccionar as minhas sete maravilhas. Primeiro, pensando: tenho lá agora sete maravilhas, quando muito duas ou três e já chegam. Depois, percebi que, afinal, já iam em dez assim de uma assentada e já sentia chegar nos confins da memória mais umas quantas. E agora estou para aqui às voltas com a necessidade de seleccionar apenas sete.
Não gosto de agradecer aos amigos, Ninas, mas agradeço-lhe sinceramente, nestes tempos difíceis que correm, ter-me posto a pensar.
Etiquetas:
O meu mundo
sexta-feira, agosto 10, 2007
Feitios

Há pessoas que conseguem ter um feitio pior do que o meu (sempre disse isso aos meus pais). Mas isso tem tanto de espantoso como de decepcionante.
Etiquetas:
O meu mundo
quinta-feira, agosto 09, 2007
Trabalhar muito e dormir mal
Nas minhas leituras atrasadas descobri outra notícia interessante. Vem também dos Estados Unidos da América, onde um estudo revelar que quem trabalha horas a fio e não consegue descansar uma boa noite de sono (tipo advogados e assim...) está em risco de tomar más decisões durante o dia. E as decisões erradas, como se sabe, podem ter consequências graves.
Etiquetas:
leituras
Turismo dos tempo modernos
Uma empresa da Califórnia está a promover cruzeiros à Gronelândia para que os turistas possam ver, ao vivo e a cores, as provas do aquecimento global. A mim, também me parece que é pagar para ver o gelo a derreter. Entre 4000 e 5000 euros.
Etiquetas:
turismo
quarta-feira, agosto 08, 2007
Viver devagar
Gosto de viver devagar, mesmo que aja com pressa. Gosto do movimento "slow" por tudo o que ele representa e nos obriga a reflectir. Gosto de estar com amigos, horas a fio. Gosto de trabalhar com tempo. Gosto de pensar e de decidir, com calma e ponderação.
O tempo e o lugar ajudam, mas a cultura "slow" começa na pessoa e na maneira de se encarar a si e aos outros.
Saboreamos mais. E vivemos mais e mais intensamente. De bem com a vida.
O tempo e o lugar ajudam, mas a cultura "slow" começa na pessoa e na maneira de se encarar a si e aos outros.
Saboreamos mais. E vivemos mais e mais intensamente. De bem com a vida.
terça-feira, agosto 07, 2007
Pelas margens frescas do Homem, no Gerês
O Rui Barbosa está a organizar aquele que poderá ser o seu último passeio organizado às Minas dos Carris, no Gerês. É no dia 18 de Agosto e os interessados em participar só têm de o comunicar por email.
"(...)A Caminhada Histórica às Minas dos Carris tem como objectivo dar a conhecer aquele canto singular do Parque Nacional da Peneda-Gerês. A participação nesta caminhada não tem qualquer custo de inscrição mas o número de pessoas a incluir no grupo tem de ser necessariamente limitado. Quem desejar participar ou obter mais informações deverá enviar um e-mail para rcb@netcabo.pt.
A proposta que é feita é a de juntar um grupo de pessoas que estejam interessadas em caminhar o Vale do Alto Homem e percorrer as ruínas do antigo complexo mineiro de Carris e das Sombras. Como ponto extra poderemos adicionar uma ida ao ponto mais alto da Serra do Gerês, o Pico da Nevosa, caso haja tempo para tal.
O programa proposto é o seguinte:
A proposta que é feita é a de juntar um grupo de pessoas que estejam interessadas em caminhar o Vale do Alto Homem e percorrer as ruínas do antigo complexo mineiro de Carris e das Sombras. Como ponto extra poderemos adicionar uma ida ao ponto mais alto da Serra do Gerês, o Pico da Nevosa, caso haja tempo para tal.
O programa proposto é o seguinte:
7.00 - Concentração em Braga em frente à Bracalândia.
7.15 - Saída em direcção às Caldas do Gerês.
8.00 - Pequeno-almoço nas Caldas do Gerês (Café Ramalhão).
8.30 - Saída em direcção à Portela do Homem.
9.00 - Início da caminhada até às Minas dos Carris.
12.30 - Chegada às Minas dos Carris. Almoço. Visita às ruínas das Minas dos Carris.
16.00 - Regresso à Portela do Homem pelas Minas das Sombras.
20.30 - Regresso a Braga.
O regresso pelas Minas das Sombras só será feito se as condições físicas e meteorológicas o permitirem!
Etiquetas:
Geres
A dor de Timor
É extraordinário o que se passa em Timor. E mais extraordinário o silêncio português. Um partido ganha as eleições e o presidente convida os derrotados para formarem governo. Será uma espécie de nova democracia ou teremos de voltar a pôr paninhos brancos nas janelas?
Etiquetas:
Timor
Nostalgias de Verão II
O mais belo poema em língua portuguesa, escrito pelo José Carlos Ary dos Santos e imortalizado na voz do Carlos do Carmo.
Era a tarde mais longa de todas as tardes que me acontecia
Eu esperava por ti, tu não vinhas, tardavas e eu entardecia
Era tarde, tão tarde, que a boca, tardando-lhe o beijo, mordia
Quando à boca da noite surgiste na tarde tal rosa tardia
Quando nós nos olhámos tardámos no beijo que a boca pedia
E na tarde ficámos unidos ardendo na luz que morria
Em nós dois nessa tarde em que tanto tardaste, o sol amanhecia
Era tarde de mais para haver outra noite, para haver outro dia
Meu amor, meu amor
Minha estrela da tarde
Que o luar te amanheça e o meu corpo te guarde
Meu amor, meu amor
Eu não tenho a certeza
Se tu és a alegria ou se és a tristeza
Meu amor, meu amor
Eu não tenho a certeza
Foi a noite mais bela de todas as noites que me adormeceram
Dos nocturnos silêncios que à noite de aromas e beijos se encheram
Foi a noite em que os nossos dois corpos cansados não adormeceram
E da estrada mais linda da noite, uma festa de fogo fizeram
Foram noites e noites que numa só noite nos aconteceram
Era o dia da noite de todas as noites que nos precederam
Era a noite mais clara daqueles que à noite amando se deram
E entre os braços da noite de tanto se amarem, vivendo morreram
Eu não sei, meu amor, se o que digo é ternura, se é riso, se é pranto
É por ti que adormeço e acordo e acordado recordo no canto
Essa tarde em que tarde surgiste dum triste e profundo recanto
Essa noite em que cedo nasceste despida de mágoa e de espanto
Meu amor, nunca é tarde nem cedo para quem se quer tanto.
Era a tarde mais longa de todas as tardes que me acontecia
Eu esperava por ti, tu não vinhas, tardavas e eu entardecia
Era tarde, tão tarde, que a boca, tardando-lhe o beijo, mordia
Quando à boca da noite surgiste na tarde tal rosa tardia
Quando nós nos olhámos tardámos no beijo que a boca pedia
E na tarde ficámos unidos ardendo na luz que morria
Em nós dois nessa tarde em que tanto tardaste, o sol amanhecia
Era tarde de mais para haver outra noite, para haver outro dia
Meu amor, meu amor
Minha estrela da tarde
Que o luar te amanheça e o meu corpo te guarde
Meu amor, meu amor
Eu não tenho a certeza
Se tu és a alegria ou se és a tristeza
Meu amor, meu amor
Eu não tenho a certeza
Foi a noite mais bela de todas as noites que me adormeceram
Dos nocturnos silêncios que à noite de aromas e beijos se encheram
Foi a noite em que os nossos dois corpos cansados não adormeceram
E da estrada mais linda da noite, uma festa de fogo fizeram
Foram noites e noites que numa só noite nos aconteceram
Era o dia da noite de todas as noites que nos precederam
Era a noite mais clara daqueles que à noite amando se deram
E entre os braços da noite de tanto se amarem, vivendo morreram
Eu não sei, meu amor, se o que digo é ternura, se é riso, se é pranto
É por ti que adormeço e acordo e acordado recordo no canto
Essa tarde em que tarde surgiste dum triste e profundo recanto
Essa noite em que cedo nasceste despida de mágoa e de espanto
Meu amor, nunca é tarde nem cedo para quem se quer tanto.
Etiquetas:
música
Nostalgias de Verão
Enquanto foi só um bom momento deu
Enquanto foi só um pensamento meu
Deus, deu só num caso forte a mais.
Enquanto se achava graça ao que se escondeu
E a horas eram mais longas do que a verdade
Fez p'ra ser só outro caso mais.
Enquanto for só ter nura de Verão
Eu vou,
Enquanto a excitação der para um carinho
Eu dou.
Traz uma leveza
Ah, mas concerteza
Eu dou
Um outro melhor bom dia.
Já trocámos nortadas por vento sul
Enquanto demos risadas foi-se o azul
Nem sei qual deles foi azul demais.
Mas não ficará só a sensação de cor
Nem sei o que o coração irá dizer de cor
Se o Inverno for, depois, duro demais.
Trovante, Um caso mais
Foi sem mais nem menos
Que um dia selei a 125 azul
Foi sem mais nem menos
Que me deu para abalar sem destino nenhum
Foi sem graça, nem pensando na desgraça
Que eu entrei pelo calor
Sem pendura, que a vida já me foi dura
P´ra insistir na companhia
O tempo não me diz nada
Nem o homem da portagem na entrada da auto-estrada
A ponte ficou deserta nem sei mesmo se Lisboa
Não partiu para parte incerta
Viva o espaço que me fica pela frente e não me deixa recuar
Sem paredes, sem ter portas nem janelas
Nem muros para derrubar
Talvez um dia me encontre
Assim talvez me encontre
Curiosamente dou por mim pensando onde isto me vai levar
De uma forma ou outra há-de haver uma hora para a vontade de parar
Só que à frente o bailado do calor vai-me arrastando para o vazio
E com o ar na cara, vou sentindo desafios que nunca ninguém sentiu
Talvez um dia me encontre
Assim talvez me encontre
Enquanto foi só um pensamento meu
Deus, deu só num caso forte a mais.
Enquanto se achava graça ao que se escondeu
E a horas eram mais longas do que a verdade
Fez p'ra ser só outro caso mais.
Enquanto for só ter nura de Verão
Eu vou,
Enquanto a excitação der para um carinho
Eu dou.
Traz uma leveza
Ah, mas concerteza
Eu dou
Um outro melhor bom dia.
Já trocámos nortadas por vento sul
Enquanto demos risadas foi-se o azul
Nem sei qual deles foi azul demais.
Mas não ficará só a sensação de cor
Nem sei o que o coração irá dizer de cor
Se o Inverno for, depois, duro demais.
Trovante, Um caso mais
Foi sem mais nem menos
Que um dia selei a 125 azul
Foi sem mais nem menos
Que me deu para abalar sem destino nenhum
Foi sem graça, nem pensando na desgraça
Que eu entrei pelo calor
Sem pendura, que a vida já me foi dura
P´ra insistir na companhia
O tempo não me diz nada
Nem o homem da portagem na entrada da auto-estrada
A ponte ficou deserta nem sei mesmo se Lisboa
Não partiu para parte incerta
Viva o espaço que me fica pela frente e não me deixa recuar
Sem paredes, sem ter portas nem janelas
Nem muros para derrubar
Talvez um dia me encontre
Assim talvez me encontre
Curiosamente dou por mim pensando onde isto me vai levar
De uma forma ou outra há-de haver uma hora para a vontade de parar
Só que à frente o bailado do calor vai-me arrastando para o vazio
E com o ar na cara, vou sentindo desafios que nunca ninguém sentiu
Talvez um dia me encontre
Assim talvez me encontre
Trovante, 125 Azul
Lembras-me uma marcha de lisboa
Num desfile singular,
Quem disse, que há horas e momentos p´ra se amar
Lembras-me uma enchente de maré
Com uma calma matinal
Quem foi, quem disse
Que o mar dos olhos também sabe a sal
As memórias são como livros escondidos, no pó
As lembranças são os sorrisos que queremos rever, devagar
Queria viver tudo numa noite, sem perder a procurar
O tempo, ou o espaço
Que é indiferente p´ra poder sonhar
Quem foi que provocou vontades
E atiçou as tempestades
E amarrou o barco ao cais
Quem foi, que matou o desejo
E arrancou o lábio ao beijo
E amainou os vendavais
Trovante, Memórias de um beijo
Etiquetas:
música
A insustentável leveza das saudades
O meu Dani está, pela primeira vez, numa colónia de férias e a casa, de repente, ganhou a dimensão de uma mansarda. Se não me ponho a pau, a sopa ainda chega fria à sala.
Etiquetas:
O meu mundo
domingo, agosto 05, 2007
Chover, de repente, em Agosto
Ontem, pouco antes da noite chegar, assim de repente, abateu-se sobre a cidade uma chuva forte, que arrefeceu o chão e deixou no ar um leve aroma de terra molhada.
Gosto das refrescantes chuvas de Agosto, mas recordo-me que, quando era garota, costumavam chegar mais para o final do mês.
Cinco minutos depois da chuva passar ficou tudo seco. E a tempo de o dia impôr os últimos raios de Sol, por cima da Ponte Vasco da Gama, antes da chegada de uma Lua vermelhona a deixar de ser Cheia.
Foi à beira do meu Tejo. O cão e o rio Grande.
Gosto das refrescantes chuvas de Agosto, mas recordo-me que, quando era garota, costumavam chegar mais para o final do mês.
Cinco minutos depois da chuva passar ficou tudo seco. E a tempo de o dia impôr os últimos raios de Sol, por cima da Ponte Vasco da Gama, antes da chegada de uma Lua vermelhona a deixar de ser Cheia.
Foi à beira do meu Tejo. O cão e o rio Grande.
Etiquetas:
O meu mundo
O verde dos Jacarandás
Estão frondosos de verde os Jacarandás neste início de Agosto. E com esforço ainda vislumbramos em algumas árvores da Barata Salgueiro alguns cachos de lilázes poupados aos ventos de Verão. Para matar saudades da explosão de Maio e Junho.
Etiquetas:
jacarandás,
Lisboa
sábado, agosto 04, 2007
Sofrimento psicológico
Mais de um quarto dos portugueses (27,6%) com mais de 15 anos padece de sofrimento psicológico e mais de 12% das pessoas admitiram ter problemas de saúde mental (depressão ou ansiedade crónica). Os dados são revelados hoje pelo jornal Público e assentam nos resultados do último inquérito nacional de saúde. Mas aqui também se diz que mais de metade da população (53,2%) considera o seu estado de saúde como muito bom ou bom, que continua a aumentar a proporção de pessoas que afirmaram ter ingerido bebidas alcoólicas no último ano e que foram as mulheres que mais contribuíram para esse aumento.
São números curiosos estes.
O sofrimento psicológico é silencioso e, como a ferrugem, vai corroendo todas as esperanças, todas as vontades. É alicerçado num dia-a-dia de desilusões, de contrariedades, de stress permanente e angustiante, passando pela apatia do encolher de ombros e do já não querer ver. Amigos médicos têm-me dado conta da quantidade de pessoas que aparecem no consultório com um qualquer queixa física quando, de facto, o único mal de que padecem é não terem quem os escute.
Precisamos de falar e há cada vez menos quem nos queira escutar. Com o tempo sempre em conflito com a nossa vontade.
São números curiosos estes.
O sofrimento psicológico é silencioso e, como a ferrugem, vai corroendo todas as esperanças, todas as vontades. É alicerçado num dia-a-dia de desilusões, de contrariedades, de stress permanente e angustiante, passando pela apatia do encolher de ombros e do já não querer ver. Amigos médicos têm-me dado conta da quantidade de pessoas que aparecem no consultório com um qualquer queixa física quando, de facto, o único mal de que padecem é não terem quem os escute.
Precisamos de falar e há cada vez menos quem nos queira escutar. Com o tempo sempre em conflito com a nossa vontade.
Etiquetas:
saúde
sexta-feira, agosto 03, 2007
Subscrever:
Mensagens (Atom)

