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segunda-feira, agosto 31, 2009

Politica de verdade, em silêncio

O PSD anunciou que não irá organizar comícios de campanha. Tudo em prol da política de verdade. Ao contrário de todos os outros líderes do PSD, Manuela Ferreira Leite não aparece e não fala.
Não foi ao Chão da Lagoa, na Madeira, porque estava com gripe, não foi ao Pontal (no Algarve)porque não foi convidada (palavra do líder da distrital Mendes Bota) e agora sabemos que, até final da campanha, não a ouviremos discursar perante uma multidão entusiástica.
Então não é natural que um político faça um apelo ao voto directamente às massas?

segunda-feira, agosto 24, 2009

Um País a marinar

Leio agora nas notícias que o Presidente da República vetou a nova lei das Uniões de Facto.
Mais extraordinário do que este veto é o argumento que o justifica: "não é oportuno" em final de legislatura.
Está oficialmente decidido que até dia 27 de Setembro ninguém faz nada. Só tenho uma dúvida: Será que este princípio também se aplica ao Presidente?

As pontes também caem

E que dizer das pontes em péssimo estado de conservação, onde os autarcas permitem que se continue a circular, apesar de conhecerem os riscos, simplesmente porque a responsabilidade de interditar o tráfego não lhes pertence?

Já agora que falamos de pontes, talvez fosse bom a Parque Expo interditar de vez o pontão por cima da Doca dos Olivais, onde, acreditem, um dia acontece uma desgraça. As madeiras estão levantadas, os parafusos soltos e por ali passam largas centenas de pessoas ao fim-de-semana.

As arribas e as derrocadas

Quando acontece uma tragédia é natural que nos preocupemos em saber o que aconteceu.
Existe também uma natural apetência para identificar culpas, porque temos muita dificuldade em aceitar as desgraças.
O que aconteceu na praia Maria Luísa, que eu costumo frequentar, foi uma miserável tragédia. Eu não sei se, como diz o Ministério do Ambiente, se as arribas foram fiscalizadas uma semana antes. Eu não sei se o sismo ao largo de Faro, três dias antes, não teve qualquer influência na instabilidade do rochedo. O Instituto de Meteorologia diz que não há forma de estabelecer a relação causa-efeito. Também não diz o contrário.
Também não percebo porque arriscamos tanto.

Há uns anos, a governadora civil de Setúbal, Teresa Almeida, agora candidata a presidente da câmara municipal, mandou interditar a praia da Figueirinha, porque o risco era flagrante e nenhuma autoridade tinha coragem para fazer o óbvio.
Como raramente acontece, a governadora civil deu uma conferência de imprensa, acompanhada pelo presidente de câmara, Carlos Sousa, para explicar a decisão.
Foi criticada por quase todos.
O que é certo é que foi com a sua decisão de interditar a praia que o problema foi resolvido. O Ministério do Ambiente agiu e as Estradas de Portugal mexeram-se.

Fica a notícia do Publico de 30.05.2005.

Vejo hoje no mesmo jornal que vários autarcas lamentam a inépcia das autoridades quando toca a decidir. Provavelmente têm razão.
Mas será que não podiam fazer mais? Bastará dizer que a responsabilidade não é deles?

quarta-feira, agosto 05, 2009

A falsa moralidade

Alguma coisa não faz sentido entre a imagem de austeridade e rigor transmitida por Manuela Ferreira Leite e a escolha dos candidatos a deputados pelo PSD.
Dois arguidos em processos judiciais - Helena Lopes da Costa e António Preto - e a exclusão de todos as opiniões divergentes da sua ficam mal na fotografia.
A verdade, pelos vistos, conhece muitas políticas.
Será que Helena Lopes da Costa e António Preto serão menos arguidos que Valentim Loureiro ou Isaltino Morais?
Eu aconselho já as direcção partidárias a adquirem um arguidómetro. Assim, sempre que um arguido ultrapassar, por exemplo, metade da escala do arguidómetro fica automaticamente excluído.
Pelo menos existe uma regra. Há moralidade, portanto, já não comem (quase) todos.