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domingo, junho 07, 2009
À úlima hora, esperemos que ainda a tempo
Acabei de votar. E alterei o meu sentido de voto, à ultima hora, depois de consultar a lista completa dos candidatos partidários às eleições para o Parlamento Europeu.
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eleições
segunda-feira, julho 16, 2007
Flashes da noite eleitoral
- A vitória do Partido Socialista em Lisboa festejada por simpatizantes do PS, mobilizados pelo partido desde o Norte do País, revela bem o entusiasmo dos lisboetas com a participação cívica e a vida política da sua cidade.
- O terceiro lugar de Fernando Negrão, nas preferências dos lisboetas, apesar dos dislates do candidato sobre as estruturas administrativas da cidade e do País, mostra a fidelidade de um certo eleitorado PSD, que vota sempre na setinha a apontar o Céu, independentemente do cabeça de lista em causa.
- Sem máquina partidárias a apoiá-los, os independentes Carmona Rodrigues e Helena Roseta, juntos, conseguiram quase tantos votos (32 mil e 20 mil respectivamente) como o vencedor António Costa (quase 58 mil)
- A manutenção dos dois vereadores da CDU, Ruben Carvalho e Rita Magrinho, que nenhuma sondagem indicava.
- A eleição de dois vereadores pelo Movimento Cidãdãos Por Lisboa - Helena Roseta e Manuel João Ramos.
- A saída do CDS/PP do executivo da câmara
A paz em Lisboa
Lisboa à noite, serena. Desconheço a autoria da foto, portanto não a posso evocar. Recebi-a há muito tempo por email e guardei-a, como faço com tudo o que tem significado para mim. Agora deu-me vontade de a partilhar, provavelmente para me lembrar do meu amor por esta cidade e pelas suas pessoas. Só os que amamos nos conseguem magoar.O sentir do BB sobre Lisboa
Com a vénia devido ao meu amigo e mestre Baptista Bastos, reproduzo a sua lúcida crónica no DN de hoje:
"A direita não sofreu uma derrota calamitosa, como afirmaram alguns preopinantes, tendo em conta que Carmona e Negrão obtiveram resultados surpreendentes. O facto, sendo um princípio de perplexidade, não deixa de fornecer o retrato inquietante do grau de exigência do eleitorado. E falhou, também, neste resultado, o princípio segundo o qual não se repete aquilo que não existe. E a vitória do PS parece-me representar o desespero de causa de um eleitorado que já nada sabe o que fazer, a não ser tentar atenuar o seu calvário.
O fenómeno Helena Roseta corresponde a outra procura. De quê? De qualquer perspectiva num teatro de sombras, que somente singulariza uma pequena revolta, simpática, sem dúvida, porém equívoca. O "sistema" manteve-se, intacto, tal como o pretendem os partidos, os interesses, os territórios de domínio. Manteve-se e funcionou na banalidade imperturbável, com as suas pequeninas religiões, as suas liturgias, as suas intermináveis transições de um lado para o mesmo lado.
Evidentemente, António Costa irá mexer em alguma coisa, mas tudo desemboca em múltiplas incertezas, uma das quais incide sobre os entendimentos pós-eleitorais. Nada de sobressaltos infundados. Nada de expectativas muito amplas. Costa foi o número dois num Governo que tem praticado malfeitorias inomináveis. Não acredito neste PS, porque não interpreta os valores da Esquerda: deixou de possuir imperativos morais, convicções, decência e projectos alternativos.
Eis porque não foi a Esquerda que ganhou a Câmara.
"A direita não sofreu uma derrota calamitosa, como afirmaram alguns preopinantes, tendo em conta que Carmona e Negrão obtiveram resultados surpreendentes. O facto, sendo um princípio de perplexidade, não deixa de fornecer o retrato inquietante do grau de exigência do eleitorado. E falhou, também, neste resultado, o princípio segundo o qual não se repete aquilo que não existe. E a vitória do PS parece-me representar o desespero de causa de um eleitorado que já nada sabe o que fazer, a não ser tentar atenuar o seu calvário.
O fenómeno Helena Roseta corresponde a outra procura. De quê? De qualquer perspectiva num teatro de sombras, que somente singulariza uma pequena revolta, simpática, sem dúvida, porém equívoca. O "sistema" manteve-se, intacto, tal como o pretendem os partidos, os interesses, os territórios de domínio. Manteve-se e funcionou na banalidade imperturbável, com as suas pequeninas religiões, as suas liturgias, as suas intermináveis transições de um lado para o mesmo lado.
Evidentemente, António Costa irá mexer em alguma coisa, mas tudo desemboca em múltiplas incertezas, uma das quais incide sobre os entendimentos pós-eleitorais. Nada de sobressaltos infundados. Nada de expectativas muito amplas. Costa foi o número dois num Governo que tem praticado malfeitorias inomináveis. Não acredito neste PS, porque não interpreta os valores da Esquerda: deixou de possuir imperativos morais, convicções, decência e projectos alternativos.
Eis porque não foi a Esquerda que ganhou a Câmara.
Votos (favas) contados(as)
O novo presidente da câmara municipal de Lisboa, António Costa, foi eleito com menos de um terço dos votos (quase 58 mil) dos 38% (197 mil) residentes de Lisboa que decidiram votar.
Sinceramente não me parece que tenha havido vencedores na noite de ontem, mas parece-me que houve muitos derrotados. A começar pela cidade e os seus cidadãos que abdicaram de um dos principais direitos e deveres de cidadania. Por culpa dos políticos? Por descrédito no sistema? Por desinteresse na participação política activa? Por comodismo?
Cada um terá tido as suas razões, mas eu penso que as pessoas estão cansadas e atingiram o auge (será?) do pior de todos os sintomas: estão-se nas tintas. Já não querem saber.
E não querer saber, a mim, que me corre a liberdade nas veias, assusta-me mais do que políticos corruptos ou ardilosos, porque contra esses eu consigo lutar. Contra o desinteresse dos meus iguais, faltam-me as armas e começa-me a faltar a força. E eu não quero isso para mim, para a minha cidade e para o meu futuro.
Sinceramente não me parece que tenha havido vencedores na noite de ontem, mas parece-me que houve muitos derrotados. A começar pela cidade e os seus cidadãos que abdicaram de um dos principais direitos e deveres de cidadania. Por culpa dos políticos? Por descrédito no sistema? Por desinteresse na participação política activa? Por comodismo?
Cada um terá tido as suas razões, mas eu penso que as pessoas estão cansadas e atingiram o auge (será?) do pior de todos os sintomas: estão-se nas tintas. Já não querem saber.
E não querer saber, a mim, que me corre a liberdade nas veias, assusta-me mais do que políticos corruptos ou ardilosos, porque contra esses eu consigo lutar. Contra o desinteresse dos meus iguais, faltam-me as armas e começa-me a faltar a força. E eu não quero isso para mim, para a minha cidade e para o meu futuro.
domingo, julho 15, 2007
A maior abstenção de sempre em Lisboa?
28%
Era a percentagem de votantes às 16 horas en Lisboa.
E agora, que irão estes políticos fazer? Assobiamos todos para o lado, porque os lisboetas foram para a praia, mesmo em dia de chuva?
Fonte: www.autarquicas.mj.pt
Lisboetas, votem!
Façam uma pausa na ida à praia, mas não deixem de ir escolher o novo executivo da câmara de Lisboa para os próximos dois anos. Votar é o acto mais nobre da cidadania e para que hoje pudéssemos desfrutar dele muitas pessoas lutaram, sofreram e até morreram. Quanto mais não fosse, só pelo respeito devido a essa luta histórica de toda a humanidade não deveríamos desperdiçar o nosso direito de votar. Em liberdade.
sábado, julho 14, 2007
Refletir para decidir
Estou em período de reflexão!
Quer-me cá parecer que vai haver surpresas no acto eleitoral de amanhã. Já estou a preparar a sangria. Para esquecer ou comemorar. Logo se verá.
Quer-me cá parecer que vai haver surpresas no acto eleitoral de amanhã. Já estou a preparar a sangria. Para esquecer ou comemorar. Logo se verá.
sexta-feira, julho 06, 2007
A segunda vida do candidato
O candidato socialista à presidência da Câmara de Lisboa, António Costa, inaugura amanhã a sua sede de campanha no mundo virtual Second Life. Diz-me a Agência Lusa que o seu personagem aparece mais magro e sem óculos e que o edifício, modernaço, é uma estrutura de arquitectura contemporânea à base de vidro. Safa, ainda bem que é virtual. Imagem se houvesse um terramoto a sério, a quantidade de cacos que tinhamos de apanhar. Cá para mim, tenho de admitir que tenho muitas dificuldades em conseguir dirigir uma só vida, quanto mais uma vida dupla.
terça-feira, junho 26, 2007
Precisa-se governo para um candidato
Fernando Negrão protagonizou hoje o momento mais hilariante do dia, em entrevista ao RCP.
http://www.youtube.com/watch?v=-UoRlh4Z1mY
http://www.youtube.com/watch?v=-UoRlh4Z1mY
segunda-feira, junho 25, 2007
Diz que é uma espécie de namoro (I)
Eles são dois políticos
a viver esperanças, a saber sorrir.
Ela tem cabelos louros,
ele poderá ter pelouros para repartir.
Numa ou outra ocasião
passaram mesmo à beira, mas sempre sem falar.
Trocaram olhares envergonhados
mas já eram namorados
sem ninguém suspeitar.
Foram juntos num outro dia, como por magia, almoçar em pé.
Ele lá lhe disse, a medo: 'O meu nome é Tó e o teu qual é?'
Ela corou um pouquinho e respondeu baixinho: 'Sou simplesmente a Maria'.
Quando a noite o envolveu, ele adormeceu e sonhou com a tia...
Então, bate, bate coração
Louco, louco de ilusão
A cidade sem ti não tem valor.
Juntos temos tempo p'ra aprender,
Vai dar jeito p'ra crescer
O nosso comum amor.
Maria do Chiado
avivaste memórias,
deixaste mistério
Já o puseste a andar na lua,
no meio da rua e a chover a sério.
Ela quando lá o viu, encharcado e frio, quase o abraçou.
E lá disse a medo: "Olha Tó, sou profissional, aceito o teu amor, mas pela cidade me dou"
E agora, na campanha, dão os seus passeios, fazem muitos planos.
Querem dividir a câmara, tal como uma prenda que se dá nos anos.
E, num desses momentos, grandes sentimentos falaram por si.
Ele pegou na mão dela: 'Sabes, Maria, eu sempre gostei de ti...'
Adaptado de Cinderela, Carlos Paião
a viver esperanças, a saber sorrir.
Ela tem cabelos louros,
ele poderá ter pelouros para repartir.
Numa ou outra ocasião
passaram mesmo à beira, mas sempre sem falar.
Trocaram olhares envergonhados
mas já eram namorados
sem ninguém suspeitar.
Foram juntos num outro dia, como por magia, almoçar em pé.
Ele lá lhe disse, a medo: 'O meu nome é Tó e o teu qual é?'
Ela corou um pouquinho e respondeu baixinho: 'Sou simplesmente a Maria'.
Quando a noite o envolveu, ele adormeceu e sonhou com a tia...
Então, bate, bate coração
Louco, louco de ilusão
A cidade sem ti não tem valor.
Juntos temos tempo p'ra aprender,
Vai dar jeito p'ra crescer
O nosso comum amor.
Maria do Chiado
avivaste memórias,
deixaste mistério
Já o puseste a andar na lua,
no meio da rua e a chover a sério.
Ela quando lá o viu, encharcado e frio, quase o abraçou.
E lá disse a medo: "Olha Tó, sou profissional, aceito o teu amor, mas pela cidade me dou"
E agora, na campanha, dão os seus passeios, fazem muitos planos.
Querem dividir a câmara, tal como uma prenda que se dá nos anos.
E, num desses momentos, grandes sentimentos falaram por si.
Ele pegou na mão dela: 'Sabes, Maria, eu sempre gostei de ti...'
Adaptado de Cinderela, Carlos Paião
domingo, junho 24, 2007
Muito porto, pouco rio...
Gostei de ouvir António Costa dizer que a cidade tinha de ter outra relação com o Porto de Lisboa. Que a administração portuária deveria ser soberana apenas no que ao porto diz respeito. Já tinha gostado de ouvir Santana Lopes dizer o mesmo, mas, se a memória não me falha, o pouco que a cidade conquistou à Administração do Porto de Lisboa resultou apenas da forte oposição dos cidadãos ao famigerado POZOR.
Nunca vi nenhum governo legislar eficazmente sobre a soberania territorial dos municípios, no que aos portos diz respeito (entre outras coisas). Mas vejo sempre todos os candidatos a presidente da câmra de Lisboa reconhecerem o exagero da extensão e da soberania portuária numa cidade que tem uma das suas vantagens territoriais justamente no seu imenso rio.
Fica bem a António Costa reivindicar menos porto e mais rio para Lisboa (sem nenhuma ironia com o presidente da câmara do Porto).
Nunca vi nenhum governo legislar eficazmente sobre a soberania territorial dos municípios, no que aos portos diz respeito (entre outras coisas). Mas vejo sempre todos os candidatos a presidente da câmra de Lisboa reconhecerem o exagero da extensão e da soberania portuária numa cidade que tem uma das suas vantagens territoriais justamente no seu imenso rio.
Fica bem a António Costa reivindicar menos porto e mais rio para Lisboa (sem nenhuma ironia com o presidente da câmara do Porto).
sexta-feira, junho 22, 2007
Os slogans e as ideias para Lisboa
Nestes dias de pré-campanha eleitoral para o próximo governo da cidade de Lisboa confesso-me extasiada com a criatividade e a originalidade que leio nos outdoors ou nos lemas dos candidatos. Ei-los:
António Costa: Unir Lisboa
Carmona Rodrigues: O meu partido é Lisboa
Fernando Negrão: Lisboa a sério
Garcia Pereira: Salvar Lisboa
Helena Roseta: Cidadãos por Lisboa
Manuel Monteiro: Lisboa é capital
Pedro Quartin Graça: Lisboa que te quero verde
Pinto Coelho: Lisboa cidade portuguesa
Rúben de Carvalho: Força Alternativa
Sá Fernandes: Lisboa é gente (O Zé faz falta)
Telmo Correia: Competência: a Equipa útil em Lisboa
Como as ideias são tantas para a vida da cidade, achei-me no direito de dar também o meu contributozinho.
Vamos unir o partido, a sério, para salvar os cidadãos desta capital que queremos verde, acreditando que é, de facto, a maior e melhor cidade portuguesa, com uma força alternativa composta por gente onde faz falta uma política útil.
António Costa: Unir Lisboa
Carmona Rodrigues: O meu partido é Lisboa
Fernando Negrão: Lisboa a sério
Garcia Pereira: Salvar Lisboa
Helena Roseta: Cidadãos por Lisboa
Manuel Monteiro: Lisboa é capital
Pedro Quartin Graça: Lisboa que te quero verde
Pinto Coelho: Lisboa cidade portuguesa
Rúben de Carvalho: Força Alternativa
Sá Fernandes: Lisboa é gente (O Zé faz falta)
Telmo Correia: Competência: a Equipa útil em Lisboa
Como as ideias são tantas para a vida da cidade, achei-me no direito de dar também o meu contributozinho.
Vamos unir o partido, a sério, para salvar os cidadãos desta capital que queremos verde, acreditando que é, de facto, a maior e melhor cidade portuguesa, com uma força alternativa composta por gente onde faz falta uma política útil.
domingo, junho 17, 2007
Alguma coisa está a mudar em Lisboa
Um grupo de lisboetas, desligados das vontades dos partidos políticos ou das candidaturas independentes, decidiu pôr-se à cata de ideias e propostas para fazer de Lisboa uma cidade mais participativa, onde os cidadãos possam sentir que têm uma palavra a dizer nos processos de decisão do governo da cidade.
Dirão alguns que agora é moda ser-se independente. Mas não me parece que estas pessoas sejam independentes. Pelo contrário, parecem-me pessoas comprometidas. Mas esse compromisso é com a sua cidade e não com os partidos políticos, dos quais até podem ser simpatizantes ou até militantes. É bom que, a despeito de um eventual desencanto com a política ou com os políticos, ainda existam cidadãos com força, capacidade anímica e esperança de querer melhorar a cidade onde vivem, estudam ou trabalham.
Não deixa de ser curioso que duas candidaturas de independentes - Carmona Rodrigues e Helena Roseta - tenham surgido e baralhado as contas partidárias. Só por si, este facto é um sinal de que alguma coisa está já a mudar na governação de Lisboa.
Os próximos governantes da cidade, pertençam ou não a partidos políticos, já perceberam que terão de contar com estas expressões de cidadania activa a reclamar direitos, a contestar opções, a apontar outras soluções. Lisboa precisa destes movimentos como do pãozinho para a boca. E os lisboetas agradecem. Venham mais cinco.
Dirão alguns que agora é moda ser-se independente. Mas não me parece que estas pessoas sejam independentes. Pelo contrário, parecem-me pessoas comprometidas. Mas esse compromisso é com a sua cidade e não com os partidos políticos, dos quais até podem ser simpatizantes ou até militantes. É bom que, a despeito de um eventual desencanto com a política ou com os políticos, ainda existam cidadãos com força, capacidade anímica e esperança de querer melhorar a cidade onde vivem, estudam ou trabalham.
Não deixa de ser curioso que duas candidaturas de independentes - Carmona Rodrigues e Helena Roseta - tenham surgido e baralhado as contas partidárias. Só por si, este facto é um sinal de que alguma coisa está já a mudar na governação de Lisboa.
Os próximos governantes da cidade, pertençam ou não a partidos políticos, já perceberam que terão de contar com estas expressões de cidadania activa a reclamar direitos, a contestar opções, a apontar outras soluções. Lisboa precisa destes movimentos como do pãozinho para a boca. E os lisboetas agradecem. Venham mais cinco.
sábado, junho 16, 2007
Bem prega frei Tomás...nas ruas de Lisboa
Ana Sara Brito, a terceira da lista de António Costa para a Câmara de Lisboa, até gostava de ver entre o(a)s noivo(a)s de Santo António alguns casais homossexuais. Foi ontem no debate promovido pela ILGA. Eu não ouvi, mas li aqui.
Ora, se o Partido Socialista defende o casamento civil dos homossexuais só não percebo porque motivo, sendo governo, ainda não apresentou nenhuma proposta legislativa nessse sentido. Como também não compreendo porque razão o programa eleitoral de António Costa para Lisboa não faça uma única referência ao assunto.
Ora, se o Partido Socialista defende o casamento civil dos homossexuais só não percebo porque motivo, sendo governo, ainda não apresentou nenhuma proposta legislativa nessse sentido. Como também não compreendo porque razão o programa eleitoral de António Costa para Lisboa não faça uma única referência ao assunto.
sexta-feira, junho 15, 2007
A homossexualidade e os candidatos
A ILGA, associação que defende os direitos dos homossexuais, convidou os candidatos à presidência da Câmara de Lisboa a revelarem a sua postura política face ao tema da homossexualidade. Apenas Helena Roseta aceitou estar presente no debate de hoje à noite. António Costa, Fernando Negrão, Carmona Rodrigues, Rúben de Carvalho, José Sá Fernandes e Telmo Correia delegaram em outros membros da lista (do 3º aos 24ª) a sua participação.
Será um sinal de homofobia ou continuamos com a tolerância envergonhada do políticamente (in)correcto? Ou então os candidatos descobriram que já não há homossexuais em Lisboa, porque foram todos para Madrid...
Os responsáveis da cidade andaram tantos anos a assobiar para o lado, em relação a tantos assuntos, que quando Lisboa despertou deu por si com menos 250 mil pessoas, com uma população envelhecida, um património em ruína, as actividades económicas asfixiadas por falta de vitalidade e sem massa crítica capaz de novas soluções.
terça-feira, junho 12, 2007
A presença dos candidatos nas TV's
Os dados são da Marktest e revelam os tempos de cobertura jornalística das acções de pré-campanha dos principais candidatos às eleições intercalares em Lisboa.Factos são factos.
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quarta-feira, junho 06, 2007
Todos são iguais, mas uns são mais iguais que outros
O Estado não vai financiar a campanha para as eleições intercalares na câmara de Lisboa, porque a Lei não prevê a existência desse tipo de subvenção específica. Curiosamente, a lei prevê, necessariamente, a possibilidade de realização de eleições intercalares. Parece que alguém se esqueceu de alguma coisa.
A decisão, comunicada ao presidente do Parlamento, consta de um parecer jurídico da Procuradoria-Geral da República.
O facto de não haver uma subvenção estatal para financiar a campanha eleitoral obrigará, assim, os partidos políticos e as listas de independentes a suportarem todos os custos de campanha. E obviamente todos percebemos quem sairá mais prejudicado com esta decisão.
Na linha de partida todos os candidatos são iguais, mas com a ajuda legítima da Lei parece haver uns mais iguais que outros. Há algo de incongruente neste caso.
A decisão, comunicada ao presidente do Parlamento, consta de um parecer jurídico da Procuradoria-Geral da República.
O facto de não haver uma subvenção estatal para financiar a campanha eleitoral obrigará, assim, os partidos políticos e as listas de independentes a suportarem todos os custos de campanha. E obviamente todos percebemos quem sairá mais prejudicado com esta decisão.
Na linha de partida todos os candidatos são iguais, mas com a ajuda legítima da Lei parece haver uns mais iguais que outros. Há algo de incongruente neste caso.
sexta-feira, junho 01, 2007
Os candidatos, as propostas e os jornalistas
António Carmona Rodrigues, candidato a presidente da Câmara de Lisboa, optou por andar na rua em acções de pré-campanha eleitoral, sem qualquer jornalista a acompanhá-lo. Diz o candidato que dessa forma, (e cito o Público online) os contactos com a população são mais genuínos. É estranha esta concepção que o presidente da câmara revela ter da Comunicação Social.
António Costa não quer mais portagens à entrada de Lisboa e para solucionar o excesso de automóveis no coração da cidade, o candidato socialista diz que a solução passa por desviar da Baixa pombalina o tráfego que segue para Belém e para a Expo (Parque das Nações, dr. António Costa). Continuei a ler a notícia, mas acredito que não foi por culpa do jornalista que não encontrei a explicação de António Costa para desviar o tráfego da baixa. Será uma ponte, um túnel. Como o fará?
segunda-feira, maio 28, 2007
Declaração de amor
Tenho pena de não votar em Lisboa. Da minha cidade separam-me 500 metros de chão. Meio quilómetro que, administrativamente, me expulsou da minha terra. Vivo numa ficção jurídico-administrativa chamada Parque das Nações. A minha câmara, aquela que me dá água e me trata do lixo, que organizou o meu bairro e pavimenta as minhas ruas, que cuida dos meus espaços verdes, é uma empresa pública: a Parque Expo. Mas eu não tenho uma palavra a dizer sobre os seus órgãos, eu não escolho os meus representantes nessa empresa.
Para não me cercear de direitos cívicos, o Estado dividiu o meu bairro ao meio e disse que dois terços eram Lisboa e o terço restante já era Loures. E nessa fronteira, feita a giz no traço do planeamento, eu fui saneada da minha cidade. Escolho, por isso, os meus representantes municipais em Loures, concelho onde me sinto estrangeira.
Até abandonar o ninho familiar sempre vivi na zona oriental de Lisboa. Habituei-me a olhar o Tejo por entre as frechas dos contentores. Cresci às portas de um bairro rico e bonito, mas numa zona pobre e degradada, nos anos em que a cidade se tinha esquecido do seu lado oriental. Do Beato, de Marvila, dos Olivais, onde se acumulava o lixo que a cidade não queria ver.
Mas amava-a, sempre a amei, talvez pela beleza suprema daquela visão do Tejo, espraíando-se sobre o Mar da Palha.
Estudei e trabalhei sempre em Lisboa e foi em Lisboa que me fiz gente.
Esta é a minha terra. E eu sinto-me escorraçada por não poder escolher os meus representantes. Porque é em Lisboa que trabalho e que faço vida. É nas ruas de Lisboa que eu circulo, de transporte ou automóvel. Todos os dias. Mas pago IMI e imposto automóvel a Loures. Pago água à Parque Expo (a mais cara do País do lado de Loures).
Podem-me obrigar a pertencer a outros, mas as minhas raízes não pertencem a Loures. O meu coração ama Lisboa.
Percebia melhor não votar em Lisboa se pudesse votar para uma Area Metropolitana, digna desse nome, com órgãos eleitos. Porque sem viver na Cidade (por culpa da tal ficção jurídica) sentia-me compensada por viver na Região. Essa palavra que tanto medos e tanta hipocrisia desperta em tanta gente.
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